EM EDIÇÃO HISTÓRICA, FIQ REAFIRMA SUA POSIÇÃO DE PRINCIPAL EVENTO DO GÊNERO NO BRASIL
Após a intensa correria, é hora de aproveitar a bonança e comemorar. Não há dúvidas de que a 6ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos tenha sido histórica. É ressoante entre os participantes – seja público ou profissionais – o crescimento que a convenção vem apresentando e o caráter de vanguarda no segmento, sedimentando-se novamente como principal evento de quadrinhos no Brasil. “A ideia de festival referencial emplacou”, conclui o diretor geral do FIQ, Afonso Andrade.
Entre os dias 06 e 12 de outubro, cerca de 75 mil pessoas passaram pelas dependências do Palácio das Artes para conferir as exposições e demais atividades do FIQ. O público aumentou, em comparação à última edição. “O FIQ vem crescendo, principalmente após a 5ª edição”, informa Afonso. “Vieram pessoas de vários lugares do Brasil, era notório na hora dos bate-papos os diferentes sotaques da plateia”.
Era quase tátil o clima de união entre todos os envolvidos presentes no sentido de torcer ainda mais pelo FIQ. A organização ficou atenta aos elogios e às críticas, processando as informações no intuito de melhorar o evento a cada edição.
O local de realização desta edição do FIQ foi alvo de algumas dessas críticas; por outro lado houve também elogios. É bom para o quadrinho ganhar espaço numa galeria de arte, assumir seu viés artístico. Certo é que as galerias do Palácio das Artes ficaram lotadas durante o evento.
A chuva, que pegou a todos de surpresa – foi um dos maiores índices pluviométricos do ano – acabou sendo superada. De forma irresponsável, um boato afirmava que o FIQ havia acabado. Mas Afonso relata a união que trouxe normalidade ao evento: “O legal foi a compreensão e solidariedade, sem querer ser piegas, a disposição para que o evento continuasse. Valeu pela calma e cabeça fria, pois em poucas horas os danos na tenda principal foram sanados.”
Valioso também foi o intenso intercâmbio entre artistas, desenhistas, aficionados e público em geral. Cerca de 200 profissionais do quadrinismo estavam em BH. Em todo canto notava-se pessoas conversando, interagindo, quadrinistas mostrando seu trabalho uns aos outros. Enquanto isso, as atividades do FIQ batiam recordes de público. “O aumento de público foi considerável”, relata Afonso. “Bate-papos, palestras e oficinas ficaram bem cheios, as oficinas lotaram.”
A lotação também foi mérito da qualidade das atividades. O FIQ trouxe a BH nomes consagrados do quadrinismo brasileiro e mundial, atento tanto ao desenho de super-herói feito nos EUA quanto à ilustração mais autoral produzida na Europa.
Sobre a ausência de algumas editoras, o diretor informa sobre o trabalho que vem sendo feito. “As editoras foram convidadas, o contato vem se estreitando, estamos semeando. O próprio mercado está se readequando”. Para Afonso, o destaque dos quadrinistas independentes já era esperado. Para ele, uma iniciativa legal foi eles terem adquirido estandes. “Estão na busca por um nicho de mercado”, ressalta.
A avaliação positiva do evento só foi possível com a contribuição, envolvimento e paixão de todos os participantes, desde a equipe do FIQ, passando pelos artistas ao público presente. O intuito do festival é ser estimulante para todos, juntar as pessoas que amam e se entusiasmam por história em quadrinho.
“Já estamos pensando no planejamento da próxima edição do FIQ”, informa Afonso. “Que possamos melhorar, crescer.” E que 2011 chegue logo.









O FIQ saiu-se muito bem este ano. Foi uma das edições mais ecláticas e, descontando os imprevistos e algumas coisas que podem vir a ser melhoradas quando a estrutura, foi sim um grande festival. A cada eição ele se consolida cada vez mais no cenário mundial. Pel=na que não seja anual par evoluir mais rapidamente ainda.
Para mim, como artista, foi um prazer participar novamente do FIQ. Que 2011 chegue logo!