Um mercado estável…
O mercado francês de quadrinhos apresenta uma boa saúde no plano econômico, porém, está sempre preocupado pela quantidade excessiva de publicações. Em 2008, o número de novos títulos atingiu 4.413 (novidades e reedições) contra 4.024 em 2007, ou seja, uma progressão de 9% ao ano, conforme relatório publicado por Gilles Ratier, secretário geral da Associação dos críticos e jornalistas de quadrinhos.

Em cinco anos, esse crescimento ampliou-se: a produção mais que dobrou onde as novidades representam 3.592 álbuns em 2008 contra 1.730 em 2003. Uma evolução que não depende apenas dos mangás cujo mercado se estabilizou em 2008, após ter conhecido durante anos, taxas de crescimento de duas cifras. Os quadrinhos asiáticos representam hoje 37% das vendas em número de exemplares e somente 26% em valores.
Os quadrinhos aparecem como um mercado estável em movimentação financeira: 320 milhões de euros em 2007, ou seja, 6,5% da movimentação da edição. É também um mercado onde a concentração transformou-se em norma. Segundo a Ipsos (grupo internacional de estudos e pesquisa de opinião), sobre 33,6 milhões de quadrinhos vendidos na França, um terço tem origem em marcas detidas pelo grupo Média-Participations (Dargaud, Dupuis, Kana, Lucky Comics…). Em seguida, temos Glénat, Delcourt, Soleil e Casterman (controlada por Flammarion). Um quinto grupo surge, Hachette, que adquiriu em 2007, o editor de mangás Pika (11% do setor) e em 2008, as edições Albert René (Astérix). No total, quinze grupos asseguram mais de 70% da produção em um mercado que conta, em 2008, com 265 editores.








