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Made in Africa: Bitterkomix


Bitterkomix, a rara sensação da descoberta de uma cativante revista independente sul-africana.

Eles apareceram no dia 29 de janeiro, no Bar do Fauve, instalado pelo Festival, no primeiro andar do Teatro de Angoulême, cansados pela longa viagem que fizeram desde seu país: Karlien de Villiers, Joe Dog, Conrad Botes e Joe Daly, quatro dos autores que sustentam a revista de quadrinhos Bitterkomix. Contentes com a excelente recepção oferecida por Angoulême e até confusos pelas atenciosas manifestações de carinho.

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A mídia francesa - France Inter, France Culture, Arte e outros - imediatamente tentaram encontrar esses artistas diferente dos demais. Não é todo o dia, afinal, que se tem a ocasião de encontrar artistas vindos da África do Sul, sobretudo, quando eles encarnam a independência de espírito, o talento e a exigência narrativa.

As narrativas de Bitterkomix são radicais, quase militantes e relatam como um pequeno grupo de autores de quadrinhos através da ironia, a provocação e o posicionamento ideológico, questionam os desvios de seu país e da cultura na qual cresceram - começando pelo enfrentamento racial, questão essencial na África do Sul. Algumas imagens da exposição não puderam ser vistas pelas crianças. Isso causou um relativo desconforto, pois, o Festival, inicialmente, foi acusado de censura. Posteriormente, um acordo foi feito com patrocinadores e parceiros para limitar a visita aos adultos. As crianças só poderiam assistir com autorização expressa dos pais. A editora francesa l’Association está publicando esses autores.


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