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New York Comic Con


Logomarca do NYCC

Ivan Freitas da Costa
Da equipe de colaboradores do FIQ

Quando a 4º New York Comic Con (NYCC) foi aberta, em 6 de fevereiro, o evento parecia uma espécie de refúgio à neve e à temperatura de 8 graus negativos que assolava a cidade.

Dentro do Jacob K. Javits Convention Center, as principais editoras de quadrinhos apresentavam suas novidades e promoviam o contato do público com seus artistas, concorrendo com diversas outras atrações em três dias de evento.

As convenções de quadrinhos dos EUA há muito tempo se transformaram em grandes eventos sobre o mercado de entretenimento, onde as HQs dividem espaço com games, literatura pop, cinema, TV, brinquedos e diversas outras empresas e produtos voltados a esse público. Além da presença dos principais nomes dos quadrinhos americanos, esta edição da NYCC também teve Hugh Jackman, que foi promover o filme X-Men Origins: Wolverine, Milo Ventimiglia (da série de TV Heroes), o elenco da série Fringe, entre vários outros.

E é impossível acompanhar tudo que acontece. São mais de 400 stands de exibidores e mais de 250 artistas com espaço próprio na chamada Artist’s Alley, enquanto nas diversas salas do subsolo do centro de convenções acontece uma intensa programação de painéis, palestras e exibições de trailers de filmes e de séries de TV. Confesso que, apesar de passar o dia todo na convenção, ao final do dia eu acessava os websites que estavam cobrindo o evento para saber o que tinha acontecido no dia e quais anúncios haviam sido feitos. E tudo isso é montado em poucos dias: tive a oportunidade de visitar o centro de convenções na quarta-feira, 04/02, quando teve início a montagem dos stands. As fotos a seguir mostram esse processo:

Construindo a NYCC

Apesar de ser a segunda principal convenção americana, atrás apenas da gigantesca San Diego Comic Con, a NYCC tem grande importância por estar na principal cidade americana, onde também estão as sedes da DC Comics e da Marvel Comics que, juntas, representam quase 80% do mercado de quadrinhos nos EUA.

No stand da DC Comics - de longe o mais movimentado da convenção - havia forte divulgação do filme Watchmen e da animação de Wonder Woman, que será lançada em DVD em março. Ainda, os principais artistas da editora se revezavam em sessões de autógrafos para o público.

Geoff Johns (e) e Ivan Reis (d) no stand da DC Comics

Geoff Johns (e) e Ivan Reis (d) no stand da DC Comics

Uma diferença importante em relação ao FIQ e a festivais europeus como o de Angoulême é que as comic cons são eventos essencialmente comerciais - há um grande número de stands de venda (de quadrinhos, mas também de brinquedos, games, roupas e outros produtos e serviços), enquanto o espaço para discutir a linguagem e a cultura dos quadrinhos fica restrito a poucos painéis e palestras. Não há exposições de arte em quadrinhos, mas é possível encontrar originais dos principais artistas nos stands que vendem esse tipo de material.

Minha participação na NYCC teve alguns objetivos: estabelecer contato ou estreitar o relacionamento com artistas; adquirir itens para contemplar a grande exposição sobre Batman que estou montando para o evento deste ano e, não menos importante, aproveitar a convenção ao máximo.

Quanto aos contatos, tive a oportunidade de conhecer artistas e reencontrar alguns deles que já se tornaram amigos. A lista inclui Bill Sienkiewicz, Mike McKone, Neal Adams, Brian Wood, Alex Mallev, Ivan Reis, Jim Lee, Eddy Barrows, Rafael Albuquerque, Walter Simonson, Kevin Nowlan, Eduardo Risso, J.G. Jones, George Pérez, Dustin Nguyen, Cliff Chiang, Ted McKeever, Ben Templesmith, Olivier Coipel, J. Scott Campbell, Geoff Johns, Ariel Olivetti, Kevin Maguire, Karl Kerschl, Lee Bermejo e vários outros, com quem pude falar sobre o FIQ e trocar cartões para continuarmos em contato.

Quanto aos itens para a exposição sobre o Batman… bem, prefiro não dar muitos detalhes agora pois isso será explorado em um futuro post neste blog. Digamos apenas que os objetivos foram plenamente cumpridos. Neste momento, estou trabalhando no desenho final da exposição, a partir de mais de 400 itens que adquiri ao longo de vários anos, entre artes originais e edições raras e históricas, além de outros materiais. Por enquanto, compartilho apenas alguns itens adquiridos nesta edição da NYCC e que integrarão o segmento “As Faces do Morcego” da exposição, com representações do personagem no traço de diferentes artistas:

Quanto a aproveitar a convenção, este fanboy não poderia ficar mais satisfeito. Afinal, ter a chance de participar da festa da DC Comics com a presença de todos os artistas da editora, estar em um bate-papo exclusivo com George Pérez e promover o encontro de Brian Bolland e Eduardo Risso, dois mestres dos quadrinhos que nutrem admiração mútua e que até então não se conheciam, tornaram esta edição da NYCC ainda mais memorável.

Ivan Freitas da Costa
Tem 15 anos de carreira em Marketing, tendo atuado em diferentes empresas. É autor do livro “Marketing Cultural”, publicado pela Editora Atlas. Colecionador de quadrinhos e proprietário da principal coleção de arte original do país, integra a equipe de colaboradores do FIQ. Foi curador da exposição “Super-heróis entre nós” (V FIQ - 2007).


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