CUIDADO, VAI CHOVER: QUADRINHOS
O sábado começou ensolarado. E tenso. Logo cedo teve início a avaliação de portfólio com Eddie Berganza, editor sênior da DC Comics, e Joe Prado. Cerca de trinta desenhistas apresentaram seus trabalhos à dupla e outra leva de candidatos ficou de fora. Era necessária inscrição prévia e nem todos providenciaram isso. A dupla fez valiosos comentários e deu dicas importantes sobre os trabalhos ali apresentados. Quem saia da sala, geralmente apresentava o semblante tenso, fechado. A dedicação de Joe e Berganza foi invejável: era pra durar 2 horas, mas eles acabaram dedicando cerca de 3h30.
Muitas atividades acontecendo ao mesmo tempo, a tenda lotada, a praça de alimentação idem. O espaço fica tomado por gente faminta por quadrinhos, dá pra sentir no ar, o clima é de desenho. Vários lançamentos acontecendo simultaneamente, há de se desdobrar para acompanhar tudo.
No bate-papo sobre a saga Blackest Night, Ivan Freitas da Costa foi o mediador do debate cuja mesa era composta por nomes, nada mais nada menos, que Eddie Berganza, Joe Prado, Ben Templesmith, Ivan Reis, Eddy Barrows e Rafael Albuquerque. Falaram sobre seus gostos pessoais referente à série da DC Comics e responderam perguntas do público. A sala estava lotada.
Em seguida, Rafael Grampá assume o microfone e fala sobre seu trabalho. Confessa que quer trabalhar em algum projeto no cinema e diz que gosta de contar boas histórias.
Os coloristas Cris Peters e Rod Reis passaram boas dicas e contaram curiosidades sobre seus trabalhos. Ambos fazem colorização para importantes ilustradores daqui e de fora.
O estande das Revistas Dependentes é um sucesso à parte. Congrega revistas de vários lugares e desenhistas de inúmeras procedências. Está sempre em clima de festa, não raro há bebidas ao lado das HQs. É contagiante.
Nascido no Canadá e radicado na França, Guy Delisle bate-papo com os visitantes e faz sessão de autógrafos na sequência. Fila, muita fila.

O incansável Guy Delisle não para de dar autógrafos e faz desenhos únicos para cada um dos livros que assina.
Novamente, o Teatro João Ceschiatti fica lotado. É hora de falar sobre scans, quadrinhos e internet com Sidney Gusman, Joe Prado e Amauri de Paula. Dali saíram bons questionamentos e até mesmo boas sugestões para amenizar esse problema do mercado atual de quadrinhos.
Olha-se para a tenda e um estande está em chamas. Não é incêndio, é o lançamento de Pixu, com uma enorme quantidade de pessoas aflitas para trocar uma palavra ou pegar um desenho com Fábio Moon, Gabriel Ba, Vasilis Lolos e Becky Cloonan.
A praça Gedeone Malagola continua lotada, vários outros lançamentos acontecem e temos até cosplay na área.
Um burburinho toma conta do FIQ: as pessoas estão com medo de não conseguir entrar para ver o bate-papo com Craig Thompson. É o que todo mundo quer agora, ouvir dele suas amenidades [ou não] sobre “Retalhos”. Aliás, na sala, parecia que era condição estar com o livro em punho para entrar. Mas não era, tratava-se de uma legião de fãs.
Crédito das fotos: Nathália Turcheti / Luiz Navarro


















Esse tal de Bira estragou o papo com o Thompson. Fez perguntas horríveis e teve a presunção de mandar um recado para a mãe do Craig. Constrangimento total.